Leonel Henckes

Página pessoal do ator, diretor, pesquisador, produtor e curador Leonel Henckes contendo portfólio de projetos e trabalhos nas áreas de artes cênicas (teatro, ópera, dança) e artes visuais (curadoria e produção). Leonel é especialista no sistema de ações físicas de K. Stanislávski e pesquisa modos de atuação no teatro contemporâneo. Sua tese "O ator da Organicidade: impulso, contato e ações físicas em modos de atuação contemporâneos" foi defendida em 2015 no PPGAC/UFBA onde também apresentou sua dissertação de mestrado, intitulada "Corpo fora do lugar: movimento, fluxo e desordem entre treinamento e construção cênica", em 2011. Investiga modos de atuação no Teatro contemporâneo, organicidade, ações físicas, estado de fluxo e treinamento psicofísica.

Espetáculo Isto É Um Negro de São Paulo abre Festival Dramaturgias da Melanina Acentuada

O espetáculo Isto é um negro? (SP) abre o Festival Dramaturgias da Melanina Acentuada – Ano 5 com 2 apresentações na Sala do Coro do Teatro Castro Alves nos dias 14 e 15/09/2018. Ingressos em: www.melaninaacentuada.com.br/istoeumnegro

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Isto é um negro? ©Rodrigo Façanha

Considerado um dos mais inquietantes espetáculos do eixo SP-MG-RJ em 2018, chega a Salvador a peça Isto É Um Negro?, abrindo a programação do Festival Dramaturgias da Melanina Acentuada, com apresentações nos dias 14 e 15 de setembro, às 20h, na Sala do Coro do Teatro Castro Alves.

Para o crítico Miguel Arcanjo Prado, trata-se da peça do ano, pelo modo como descortina as práticas de racismo, mantendo força poética e olhar crítico para questões atuais. A montagem é fruto de um estudo sobre práticas e temporalidades que incorporam e desincorporam a “carne mais barata do mercado”, numa luta contra formas de destituição da fala, produzindo outros corpos, redesenhando outros mapas na medida em que esses corpos se movem. Se a exceção produz lugares e, neles, antagonismos – olhe: isto não é seu nego. Isto é um negro?

Além das apresentações, será possível conhecer o processo criativo do espetáculo, construído dentro de uma perspectiva colaborativa e a partir das percepções e experiência dos artistas. No dia 15 de setembro, às 14h, na Biblioteca do Goethe-Institut acontece o Ateliê de Compartilhamento de Processos I – Isto é um negro?, seguida da Entrevista Pública I Isto é um negro?, com as dramaturgas e atrizes Mirella Façanha e Tarina Quelho.

Autoras: Mirella Façanha e Tarina Quelho

Bio Autoras:

Mirella Façanha: Afroindígena gorda-sapatão-esclerosada, Mirella Façanha é atriz graduada pela Universidade de Brasília e pela Escola de Arte Dramática – USP. Atuante em artes cênicas desde os oito anos de idade, passou por diversos cursos em teatro, dança e artes visuais. Desde então atuou em diversos espetáculos em Brasília, sua cidade natal, até se mudar para São Paulo, onde reside atualmente. Integrou o grupo de pesquisa no trabalho do ator, com direção de Hugo Rodas – de 2007 a 2011. Neste mesmo período trabalhou no Festival de Teatro Internacional Cena Contemporânea. Há sete anos vivendo em São Paulo, aprofundou sua pesquisa na dança a partir do encontro com Cristiane Paoli Quito, com quem desenvolve um estudo de palhaço orientado pela mesma. Com um recorte racial em sua pesquisa como atriz, segue desenvolvendo a presença politica do seu corpo em cena. – hoje em júpiter continua caindo uma tempestade gigantesca, a séculos ela se mantém no planeta, great red spot. eu sou tipo júpiter, só que aqui –

Tarina Quelho: Tarina ainda criança estudou música e dança. Graduada em Artes Cênicas pela Unicamp – Universidade Estadual de Campinas/SP/Brasil, é educadora somática, praticante certificada e professora pela School for Body-Mind Centering ® (Massachussets/EUA). No extinto Estúdio Nova Dança (São Paulo/SP/Brasil) realizou uma livre formação em dança contemporânea e iniciou a prática de ensino de dança e improvisação através da abordagem somática. Desde 2000 desenvolve seus próprios projetos e também colabora com outros artistas como Adriana Grechi, Cristian Duarte, Clarice Lima, Sheila Arêas, Cristiane Paoli-Quito, José Fernando Azevedo, entre outros. Co-criadora do Projeto DR (2006-2013) um coletivo que existiu como tentativa de desenvolver um projeto continuado em dança. Participou como artista residente das primeiras edições de Lote (residência artística em dança criada por Cristian Duarte) e segue sendo uma colaboradora do projeto. Como educadora somática trabalhou em diferentes contextos tanto em dança, teatro, cinema quanto com público com necessidades especiais (crianças e pacientes psiquiátricos). Hoje seu interesse está em seguir se perguntando sobre as relações entre sensorialidade e percepção, e como e até onde a cena pode suportar/materializar uma ideia. Atualmente é professora da Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo/ USP e é parte da equipe de professores das formações brasileiras e uruguaias de Body-Mind Centering®.

Classificação etária: 18 anos

Duração: 1h40

Datas de apresentação | Horário: 14 e 15 de setembro de 2018 (sexta e sábado) às 20h

Local de apresentação: Sala do Coro do Teatro Castro Alves

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) | R$ 10,00 (meia entrada)

Ficha técnica:

Com: Ivy Souza, Lucas Wickhaus, Mirella Façanha e Raoni Garcia

Direção: Tarina Quelho

Co-direção: Lucas Brandão

Dramaturgia: Mirella Façanha e Tarina Quelho

Dramaturgismo: José Fernando Peixoto de Azevedo

Som: Tom Monteiro

Operação de Som: Fernanda Feliz

Luz e Video: Lucas Brandão

Foto: Rodrigo de Oliveira

Produção: Dani Façanha